8 dúvidas sobre proteção solar

Com a chegada do verão, a fotoproteção volta a ser o centro das atenções na rotina skincare. Vem tirar suas dúvidas sobre proteção solar.

Acredita que ainda tem quem ache que o filtro solar serve só para evitar que a pele fique vermelha? Não! Existem quatro radiações poderosas — UVA, UVB, calor e luz visível — que são capazes de provocar envelhecimento precoce e uma série de alterações na pele. Até mesmo o câncer. Vem tirar suas dúvidas sobre proteção solar.

“Os raios infravermelhos, por exemplo, inflamam a pele, provocam flacidez e aumentam o risco de câncer”, avisa a dermatologista Claudia Marçal.

Segundo ela, o envelhecimento foto adquirido (formação precoce de rugas, manchas, mudança na textura da pele, formação de novos vasos e flacidez) tem grande relação com o UVA e o InfraRed.

Sem falar que durante as estações mais quentes ocorre a queda do sistema imunológico da pele. Isso porque a hiperexposição à radiação solar gera uma menor efetividade das células de Langerhans – os anticorpos da pele.

Tire suas dúvidas sobre o dano que cada uma das radiações é capaz de exercer na pele:

 

UVA envelhece

Principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), esse tipo de radiação atravessa nuvens, vidro e epiderme. É indolor. E penetra na pele em grande profundidade, até as células da derme — sendo o principal produtor de radicais livres. “Os raios UVA afetam a pele o ano todo”, fala a dermato Claudia Marçal. Esse tipo de radiação não é bloqueado totalmente com protetor solar e traz prejuízos, desde lesões mais simples até câncer de pele.

A radiação UVA, ao penetrar na pele, passa a epiderme e a camada basal onde estão as células produtoras de melanina, e causa um processo de desarranjo e de desestruturação das fibras do colágeno, explica Claudia. “Mesmo antes de a pele ficar vermelha, nós temos danos significativos e que vão alterar de uma maneira praticamente irreversível o DNA dessas células”, avisa a médica. E esse dano irreversível de efeito cumulativo vai sendo cada vez mais potencializado pelas múltiplas exposições ao sol quando a pele não está devidamente protegida.

UVB aumenta os riscos de câncer de pele

A radiação UVB deixa a pele vermelha e queimada, danificando a epiderme e é mais abundante entre as 10 da manhã e 4 da tarde. “É uma radiação que pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização também”, comenta.

Infrared é o mormaço

“É uma radiação que atinge a derme mais profunda, onde estão as fibras de ancoragem e sustentação da pele”, fala Marçal. “E isso provoca um dano muito importante, com menor elasticidade e uma piora no aspecto geral da pele.” Além de um maior potencial de cancerização. A dermatologista explica que, para evitar a flacidez e rugas, é importante o uso do bloqueio físico solar e antioxidantes que diminuam o processo inflamatório causado pelo InfraRed.

 

Luz visível causa manchas

“Presente na nossa rotina diária, ela é capaz de promover a médio e longo prazos um quadro de eritema subcutâneo suficiente para gerar a presença das sunburn cells (ou células que sofreram alterações importantes pela radiação ultravioleta apresentando degeneração no seu DNA, promotoras mais tarde da possibilidade de cancerização)”, explica. A luz visível atua no estímulo da melanogênese, resultando em manchas. “As pessoas que têm tendência ao melasma não podem só pensar em ter um fotoprotetor com UVA e UVB.” Há necessidade de algum tipo de ativo que combata a ação danosa do InfraRed e luz visível. São ativos tirados de extratos vegetais que têm ação anti-inflamatória e bloqueadores como dióxido de titânio.

Um FPS alto vai necessariamente me proteger?

Não! Os raios solares furam o bloqueio dos filtros químicos e causam dano celular que provoca flacidez. O melhor é investir em produtos que contenham filtros físicos à base de dióxido de titânio, óxido de ferro e zinco. Os filtros físicos são como uma parede de tijolos onde a luz bate e volta. “Os filtros químicos são instáveis. Então na sudorese, na água do mar, a molécula deixa de proteger.”

 

A cor ou base protege a pele?

A cor hoje é o que mais protege contra a luz visível, segundo a dermatologista. Filtros de alta cobertura, com base e cor, fazem parte dos lançamentos em fotoproteção. “A cor serve como uma barreira física à luz visível.”

 

Apenas FPS e PPD protegem?

Os filtros solares modernos devem ter elementos multifuncionais, como os antioxidantes. “O protetor solar deve ir além dos ativos de proteção.” Ele deve ser um multibenefícios com elementos de ação antioxidante para reparar o processo inflamatório. Principalmente quando falamos de ambientes onde há muita poluição! “Aí há a necessidade de complementar a fotoproteção com alguns antioxidantes.” Procure as vitaminas E, C, A, B3, o Resveratrol, o ácido elágico da Romã, extrato de Blueberry e extrato de Edelweiss.

Existe fotoproteção oral?

Segundo Claudia Marçal, esse é um bom complemento. “A fotoproteção oral é fundamental mas não substitui o protetor solar tópico”, diz. “Os filtros imunoprotetores via oral melhoram a resistência cutânea e imunológica.” Funcionam como guardiões quando associados aos protetores locais. Os mais importantes são o Polipodium Leucotomus, Picnogenol, Luteina, Resveratrol e ácido elágico da Romã. “Sempre associando ao uso de silício orgânico Exsynutriment para melhora da flacidez”, finaliza.

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3 Neutrogena Sunfresh FPS 70, R$ 78, na Beleza na Web

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